sábado, 20 de setembro de 2014

Tentando ajudar na luta contra a poluição na LAGOA SECA DO BAIRRO BELVEDERE EM BELO HORIZONTE - REPORTAGEM DE GLÓRIA TUPINAMBÁS - Revista Veja BH

Esgoto lançado na Lagoa Seca causa mau cheiro e infestação de insetos e ratos

Principal área de lazer do bairro Belvedere, área nobre da capital mineira, sofre com os resíduos

por Glória Tupinambás24 de Setembro de 2014
Carlos Hauck/Odin

Frequentadores como o casal José e Walcira Soares se queixam das más condições: esgoto a céu aberto

Cercada por prédios luxuosos e por um calçadão usado para a prática de esportes, a Lagoa Seca, no coração do Belvedere, bairro com um dos metros quadrados mais caros da cidade, está infestada de ratos e insetos. O esgoto lançado a céu aberto exala mau cheiro na região. Para a Associação dos Amigos do Bairro Belvedere (AABB), o problema é decorrente da expansão imobiliária ali e no bairro vizinho, o Vila da Serra, no limite da capital com Nova Lima, o que provoca sobrecarga no sistema de captação de resíduos. A AABB também denuncia o despejo irregular de esgoto na rede de escoamento da água de chuva. Em horários críticos, como no fim da manhã e no início da noite, é comum o transbordamento de água com rejeitos pelos tampões das caixas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A sujeira jorra pelo asfalto da Rua Juvenal de Melo Senra.

A previsão de aumento das temperaturas nos próximos meses deixa moradores preocupados com a possibilidade de o mau cheiro se intensificar. “Pagamos uma das taxas de IPTU mais caras da capital e o poder público não soluciona problemas graves de saneamento básico como esse”, indigna-se o presidente da AABB, Ubirajara Pires Glória. Segundo ele, as primeiras reclamações sobre as condições na Lagoa Seca foram registradas há cerca de cinco anos, mas, nos últimos meses, a situação tem se agravado. “As redes da Copasa foram dimensionadas para os 2 500 apartamentos do bairro e não comportam os rejeitos de regiões vizinhas que estão no auge do boom imobiliário”, diz Glória. Frequentadores assíduos da Lagoa Seca, o vendedor aposentado José Universo Soares e sua mulher, Walcira, colecionam fotos com flagrantes do despejo irregular. “É lamentável ver a praça se transformar em uma piscina de espuma”, reclama Soares. “Muitas vezes, deparamos ainda com um poço de cor avermelhada.”

Apesar das evidências de poluição, a Copasa garante que todos os lançamentos clandestinos que existiam na Lagoa Seca já foram corrigidos. A companhia também nega a existência de uma sobrecarga do sistema por causa do crescimento do Vila da Serra. De acordo com ela, os rejeitos da região estão sendo direcionados para a Estação de Tratamento de Esgoto Arrudas, no limite com o município de Sabará, sem passar pelas tubulações do Belvedere. Já sobre o vazamento de resíduos nas ruas, a Copasa responsabiliza os próprios moradores, que provocam entupimentos por causa do descarte inadequado de lixo nas redes da empresa. Sem perspectiva de obras para solucionar o problema, a Lagoa Seca está deixando de ser uma área verde cobiçada pela população e se transformando em um local a ser evitado.

Reservatório contra enchentesCom área de 27 000 metros quadrados, a Lagoa Seca é o “piscinão” do Belvedere. Em época de chuvas fortes, ela funciona como um reservatório para evitar enchentes. Instalada em um terreno privado, a Lagoa Seca era apenas um buraco com terra vermelha até o início do ano 2000, quando foi cedida em regime de comodato à associação de moradores do bairro. De lá para cá, patrocinadores construíram um calçadão em seu entorno para a prática de esportes e financiaram o plantio de árvores. Atualmente, a área verde serve de refúgio para animais como corujas, quatis e micos-estrela.


Minhas fotos de monitoramento da Lagoa Seca: Fotos tiradas entre abril e setembro de 2012.

A situação continua a mesma até a data de hoje. Quando chove há lixo, quando há seca, como agora, exala mau cheiro.
A espuma branca se repete todas as semanas, repito, todas as semanas. E as autoridades competentes dizem que está resolvido o problema.
É só ir lá para conferir.


 





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Chá da tarde com Manoel de Barros


Uma didática da invenção V - "Formigas carregadeiras entram em casa de bunda."
Manoel de Barros
Foto: UNIVERSO

10 melhores poemas de Manoel de Barros - Revista Bula


O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.

Tratado geral das grandezas do ínfimo

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.

Prefácio

Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) —
sem nome.
Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caíam no mar.
A voz se estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
Dependimentos demais
E tarefas muitas —
Os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
Que as moscas iriam iluminar
O silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
Que as moscas não davam conta de iluminar o
Silêncio das coisas anônimas —
Passaram essa tarefa para os poetas.

Os deslimites da palavra

Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas

Aprendimentos

O filósofo Kierkegaard me ensinou que cultura
é o caminho que o homem percorre para se conhecer.
Sócrates fez o seu caminho de cultura e ao fim
falou que só sabia que não sabia de nada.

Não tinha as certezas científicas. Mas que aprendera coisas
di-menor com a natureza. Aprendeu que as folhas
das árvores servem para nos ensinar a cair sem
alardes. Disse que fosse ele caracol vegetado
sobre pedras, ele iria gostar. Iria certamente
aprender o idioma que as rãs falam com as águas
e ia conversar com as rãs.

E gostasse mais de ensinar que a exuberância maior está nos insetos
do que nas paisagens. Seu rosto tinha um lado de
ave. Por isso ele podia conhecer todos os pássaros
do mundo pelo coração de seus cantos. Estudara
nos livros demais. Porém aprendia melhor no ver,
no ouvir, no pegar, no provar e no cheirar.

Chegou por vezes de alcançar o sotaque das origens.
Se admirava de como um grilo sozinho, um só pequeno
grilo, podia desmontar os silêncios de uma noite!
Eu vivi antigamente com Sócrates, Platão, Aristóteles —
esse pessoal.

Eles falavam nas aulas: Quem se aproxima das origens se renova.
Píndaro falava pra mim que usava todos os fósseis linguísticos que
achava para renovar sua poesia. Os mestres pregavam
que o fascínio poético vem das raízes da fala.

Sócrates falava que as expressões mais eróticas
são donzelas. E que a Beleza se explica melhor
por não haver razão nenhuma nela. O que mais eu sei
sobre Sócrates é que ele viveu uma ascese de mosca.

O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!

Uma didática da invenção

I

Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

II

Desinventar objetos. O pente, por exemplo.
Dar ao pente funções de não pentear. Até que
ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou
uma gravanha.
Usar algumas palavras que ainda não tenham
idioma.

III

Repetir repetir — até ficar diferente.
Repetir é um dom do estilo.

IV

No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:

Poesia é quando a tarde está competente para dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras.

V

Formigas carregadeiras entram em casa de bunda.

VI

As coisas que não têm nome são mais pronunciadas
por crianças.

VII

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

VIII

Um girassol se apropriou de Deus: foi em
Van Gogh.

IX

Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz .
Hoje eu desenho o cheiro das árvores.

X

Não tem altura o silêncio das pedras.



Os 10 mandamentos do vinho


Dica da Doraci Soares - Dorinha, minha irmã, via FB

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Universo




O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia. O termo Universo pode ser usado em sentidos contextuais ligeiramente diferentes, denotando conceitos como o cosmo, o mundo ou natureza.

A palavra Universo é geralmente definida como englobando tudo. Entretanto, usando uma definição alternativa, alguns cosmologistas têm especulado que o “Universo”, composto do “espaço em expansão como o conhecemos”, é somente um dos muitos “universos”, desconectados ou não, que são chamados multiversos.[1] Por exemplo, em Interpretação de muitos mundos, novos “universos” são gerados a cada medição quântica[carece de fontes]. Acredita-se, neste momento, que esses universos são geralmente desconectados do nosso, portanto, impossíveis de serem detectados experimentalmente[quem?]. Observações de partes antigas do universo (que situam-se muito afastadas) sugerem que o Universo vem sendo regido pelas mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história. No entanto, na teoria da bolha, pode haver uma infinidade de “universos” criados de várias maneiras, e talvez cada um com diferentes constantes físicas.

Ao longo da história, varias cosmologias e cosmogonias têm sido propostas para explicar as observações do Universo. O primeiro modelo geocêntrico quantitativo foi desenvolvido pelos gregos antigos, que propunham que o Universo possui espaço infinito e tem existido eternamente, mas contém um único conjunto de círculos concêntricos esferas de tamanho finito – o que corresponde a estrelas fixas, o Sol e vários planetas – girando sobre uma esférica mas imóvel Terra. Ao longo dos séculos, observações mais precisas e melhores teorias levaram ao modelo heliocêntrico de Copérnico e ao modelo newtoniano do Sistema Solar respectivamente. Outras descobertas na astronomia levaram a conclusão de que o Sistema Solar está contido em uma galáxia composta de milhões de estrelas, a Via Láctea, e de que outras galáxias existem fora dela, tão longe quanto os instrumentos astronômicos podem alcançar. Estudos cuidadosos sobre a distribuição dessas galáxias e suasraias espectrais contribuíram muito para a cosmologia moderna. O descobrimento do desvio para o vermelho e da radiação cósmica de fundo em micro-ondasrevelaram que o Universo continua se expandindo e aparentemente teve um princípio.




A imagem do cabeçalho em alta-resolução do Hubble ultra deep field, mostra uma grande variedade de galáxias, cada uma composta de bilhões de estrelas. As pequenas galáxias avermelhadas, aproximadamente 100, são algumas das galáxias mais distantes fotografadas por um telescópio óptico, existentes no momento logo após o Big Bang.

O Big Bang

De acordo com o modelo científico vigente do Universo, conhecido como Big Bang, o Universo surgiu de um único ponto ou singularidade onde toda a matéria e energia do universo observável encontrava-se concentrada numa fase densa e extremamente quente chamada Era de Planck, . A partir da Era Planck, o Universo vem se expandindo até sua atual forma, possivelmente com curtos períodos (menos que 10-32 segundos) de inflação cósmica. Diversas medições experimentais independentes apoiam teoricamente tal expansão e a Teoria do Big Bang. Esta expansão tem-se acelerado por ação da energia escura, uma força oposta à gravidade que está agindo mais que esta devido ao fato das dimensões do Universo serem grandes o bastante para dissipar a força gravitacional.[2] Porém, devido ao escasso conhecimento a respeito da energia escura, é ainda pequeno o entendimento do fenômeno e sua influência no destino do Universo.[2]

Atuais interpretações de observações astronômicas indicam que a idade do Universo é de 13,73 (± 0,12) bilhões de anos,[3] e seu diâmetro é de 93 bilhões de anos-luz ou 8,80 ×1026 metros. [4] De acordo com a teoria da relatividade geral, o espaço pode expandir-se tão rápido quanto a velocidade da luz, embora possamos ver somente uma pequena fração do universo devido à limitação imposta pela velocidade da luz. É incerto se a dimensão do espaço é finita ou infinita.

Texto Blog O Universo Genial  - Vídeos:YouTube

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Verdad desnuda ou a Verdade nua e crua

 Maja Vestida


Maja Desnuda

As pinturas acima são de Goya. 

Há uma história sobre essas pinturas.

Acredita-se que Goya pintou sua amante, a Duquesa de Alba, nua. O marido traído da Duquesa avisou que iria até o atêlier de Goya para matá-lo.

Durante a noite, Goya fez outro quadro com a Duquesa vestida e colocou sobre o primeiro quadro dela nua. O marido chegou, viu o quadro da sua mulher vestida e confiou na sua honestidade e na de Goya, e que tudo não passou de uma fofoca.

Surgiu desse entrevero, a fama de que Goya pintava muito rápido.


A verdade nua e crua

Los discípulos de un rabino, famoso por su erudición y finura, preguntaron le por qué acostumbraba esclarecer la verdad contando una historia.

Él respondió:
- Esto se los puedo explicar contando una parábola sobre la propia Parábola.

"Un día, la Verdad andaba visitando a los hombres, sin ropas y sin adornos, tan desnuda como su nombre. Y todos los que la veían le daban la espalda, de miedo o de vergüenza, y ninguno le daba la bienvenida.
Así, la Verdad recorría los confines de la Tierra, rechazada y despechada.
Una tarde, muy desconsolada y triste, la Verdad encontró a la Parábola, que paseaba alegremente, en un traje muy bello y colorido.
- Verdad..., por qué estás tan abatida? - preguntó la Parábola. 
- Porque soy tan vieja y fea que los hombres me evitan
- replicó la Verdad.
- Qué disparate – se rió la Parábola. 
- No es por eso que los hombres te evitan. Toma, vístete con una de mis ropas y verás lo que acontece. 
Entonces, la Verdad se puso uno de los lindos vestidos de la Parábola y, de repente, por todas partes donde pasaba, era bienvenida."

El rabino sonrió y concluyó:
- Pues la verdad es que a los hombres no les gusta encarar a la Verdad desnuda... Ellos la prefieren disfrazada.

Tradução

Discípulos de um rabino, famoso por sua erudição e finesse, perguntaram-lhe por que ele costumava para esclarecer a verdade, contando uma história.

Ele disse:

- Isto eu lhes posso explicar contando uma parábola sobre a própria parábola.

"Um dia, a verdade foi visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos os que a  viram deram-lhe as costas, de medo ou de vergonha, e nenhum deu-lhe boas-vindas.
Assim, a verdade foi as extremidades da terra, rejeitada e quebrada.
Uma tarde, muito desolada e triste, a verdade encontrou a parábola, que vagava alegremente, em um traje muito bonito e colorido.
-Verdade, porque você está tão infeliz? -perguntou a parábola. 
-Porque eu sou tão velha e feia que os homens me evitam - respondeu a verdade.
-Que tolice - riu a parábola. 
-Não é por isso que os homens te evitam. Toma, vista-se com uma das minhas roupas e vê o que acontece. 
Então, a verdade vestiu um dos vestidos bonitos da parábola e de repente em todos os lugares onde passou, era bem-vinda."

O Rabino sorriu e concluiu:

-Porque a verdade é que os homens não gostam de enfrentar a verdade nua e crua... Eles a preferem disfarçada.

Texto enviado pelo amigo Eric Cohen
Quadros de Goya : Internet

Ser poeta - Florbela Espanca

FLORBELA ESPANCA AOS 3 ANOS - FOTO: INTERNET


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O poeta - Márcia Christina Lio Magalhães

 Márcia C. Lio Magalhães - Foto: Blog Poetar é Preciso


Imagem: Internet

Os poetas são seres estranhos:
Não são de falar; meio calados,
Parecem estar sempre a observar, cabisbaixos,
A monotonia dos seres
que, entre prazeres,
Observam da janela o vizinho
Que lava o carro
Que põe o lixo
Que sai cedinho
Não fecha o portão...

O poeta é solidão
é maresia
é pescador
é vaso sem flor
é chão...

Que poeta louco
não arruma a cama,
Nem se levanta se houve um grito!
Ah, o poeta é mito,
Saudade do mar.
Lembrança da infância,
Rua de paralelepípedo.

Ser poeta é viver
É não envelhecer
É amadurecer diante das desilusões.

O poeta desvenda o mundo,
Despe a tristeza
Desarma a alma
Completa a gente.
O poeta mente,
Mas faz sorrir...

O poeta é noite
É madrugada
É vento
Rua deserta
Janela que fecha
Choro de criança.

O poeta é flor
é passarinho
é arvoredo
é rochedo
é mar revolto
lagoa calma.
O poeta é alma,
fugaz olhar...

É sorriso maroto
é bala de coco
O poeta é anjo
que só faz sonhar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Rupturas - Aylê-Salassié

 Recomendo o livro RUPTURAS do professor, jornalista e amigo Aylê.

O livro me pegou logo na primeira página, que reproduzo abaixo.

Não vou fazer comentários, avaliações ou tentar direcionar ninguém para a leitura do livro. Prefiro deixar que a curiosidade sobre esse tema tão importante na vida de cada um, da sociedade, do mundo, que faz parte da história e de mudanças importantes que aconteceram e acontecem, tanto no seu dia dia a dia, na sua família, cidade, local de trabalho, enfim mudanças geradas pelas rupturas culturais, sociais, políticas, econômicas, etc.

São rupturas que transcendem o seu universo, sua célula molecular familiar, são rupturas que afetam a muitos e que faz o mundo mudar.

Leia e entenda a importância das redes sociais e virais, das novas tecnologias que influenciam a forma de pensar e de viver.

Que criam movimentos espontâneos, onde os jovens entendem mais rapidamente o que está acontecendo, passam a ter voz viva, deixando pelas suas rápidas movimentações, o poder e os políticos perplexos e sem entender o que está se passando, pois eles estão perdendo o poder e o mando sobre a sociedade que não acredita mais na velha ordem social e política.

O livro terá uma continuidade com a participação dos leitores em uma nova edição, está tudo explicado como será no livro.

Para adquirir o livro contate o Aylê-Salassié Figueiras Quintão pelo email:

aylequintao@gmail.com ou com a Editora Otimismo Ltda. - SIBS Quadra 3 Conj. C Lote 26 - Cep: 71736-303 - Núcleo Bandeirante / DF. - Fone: (61) 3386 - 0459



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Obras de / Oeuvres de LUCIA PELLEGRINO - ARTISTA PLASTICA MINEIRA

Já postei alguns trabalhos da artista plastica mineira Lucia Pellegrino. Sou fã de seu belo e colorido trabalho.

Recomendo assistir ao vídeo produzido pela Dany S, ficou excelente. Pinturas belíssimas com fundo musical de fino gosto - Claude Debussy, suíte Bergamasque - 4





Obras de / Oeuvres de Lucia Pellegrino
www.luciapellegrino.com.br
Luciapellegrino@hotmail.com


Vídeo : Dany S - YouTube

Vingança - Ligando para empresas que dependuram faixas pela cidade

Foto: INTERNET

Há uma lei em minha cidade que proíbe o uso de faixas dependuradas pela cidade para vender , divulgar, o que quer que seja .

Exceção, os órgãos públicos para divulgar campanhas de vacinação, mudanças no trânsito, campanhas educativas, etc.

Acontece, que muitas pessoas não estão nem aí, e como brasileiros mal educados, se julgam no direito de desrespeitar as leis para promover seus negócios dependurando faixas e banners para todo lado .

Eu, que ando com minha velha Rural Wyllis, ano 66, cor de burro fugido, tipo rural mais enxuta e massa da cidade (Deve ter mais de 5 anos que não entra num lava jato e tem massa plástica até no teto), dirijo distraído, olhando para essas faixas, vendo seus reclames e telefones. Anoto os números e depois ligo para tentar fazer negócios, o que não tem sido muito fácil, devido ao atendimento de péssima qualidade dos atendentes dessas empresas.

Fatos que tenho relatado no BLOG DO UNIVERSO, vocês são testemunhas disso .

Aliás, preciso parar de dirigir olhando para as faixas, ontem, quase entrei na traseira de uma Ferrari Califórnia novinha .

Bem, vi uma faixa que informava a venda de bolsas de grife com entrega em domicílio.

Anotei o número do celular e pensando em fazer uma surpresa para a minha mulher, liguei para comparar preços de bolsas das marcas Dolce Gabana, Balenciaga, Luis Vuitton, Prada, Lacoste e outras, e quem sabe adquirir uma .

Ligo, toin, toin, toin - ocupado

Tento outra vez, e outra e mais tantas outras vezes e o danado do celular sempre ocupado .

Até que, tchan! Surpresa, consigo ser atendido . Voz de mulher

Pergunto se ela é que anunciou a venda de bolsas .

Sim, meu querido .

Já fiquei invocado, acho esse tipo de tratamento por telefone, com uma pessoas estranha de péssimo gosto.

As bolsas que vocês anunciam são legitimas mesmo ou são cópias falsificadas?

Meu querido, nós importamos todos os nossos produtos, somos especializados em bolsas de grife e nossa clientela é top .

Qual a base de preço?

Depende do modelo e da marca . Temos bolsas, carteiras e porta níqueis das melhores grifes . Os preços podem chegar a te´a R$ 3.000,00 .
O mais barato são as bolsa sem acessórios - carteiras e porta níqueis. E as mais caras são as com o conjunto completo .
Posso levar peças variadas do mostruário até a sua casa, você escolhe e pode pagar no cartão de crédito, levamos a maquininha .

Mas, me diga uma coisa as bolsas, carteiras e porta níqueis, todas elas trazem o logo das suas marcas?

Claro!

Então vamos combinar o seguinte, me traga o mostruário dos porta níqueis para eu escolher um para presentear minha mulher no dia de nossa bodas de ouro .

Meu senhor não vendemos só porta níqueis, assim não dá.

Então faz o seguinte, para ficar mais em conta me traga os modelitos feitos nas “Indústrias de Couro Sintético Generalíssimo e Grande Presidente Stroessner” de Ciudad Del leste, no  Paraguai.
Dizem que as melhores são as de pele de Tartaruga .

Seu cretino, vai arranjar o que fazer, vai @”%$*(_+^?><}

Toin , toin, toin, toin !!!

Mais um telefone desligado na cara de um cliente, na maior falta de educação na história desse país .

Eu, hein? Vai entender o ser humano?????


FAIXA 2 - Continuo sem entender o ser humano...

Convidado para um jantar, sou recebido pelo anfitrião, com a casa cheirando a mil odores de incensos.
Do elevador já sentia a mistura de odores.

Sou recebido pelo anfitrião, fazendo a postura das mãos em oração, coladas junto ao peito, com o dorso dobrado para a frente em reverência Budista e ele lasca na minha cara: "MANATEE" (Queria dizer NAMASTÊ).

"Num guentei", fiz a mesma reverência, e respondi 'PEIXE BOI".

O cara ficou a noite inteira com cara de pouco caso para mim.
Que culpa tenho, se as outras pessoas não conseguiram controlar suas gargalhadas?


Eu, hein? Vá entender o ser humano.


FAIXA 3 - Continuo sem entender o ser humano.

Vi uma faixa anunciando a venda de vários produtos de grife importados e com entrega em casa.

Liguei e perguntei se tinha toda a nova coleção de cores das camisas Lacoste, minhas preferidas, se eu tivesse dinheiro para comprar.

Resposta da vendedora : explicitando quais as cores, perguntei quanto era o preço de cada camisa e depois das 20 camisas da coleção em cores diferentes.

Negociei um bom desconto consegui 12% para pagar à vista e levar toda a coleção.

Insisti em mais desconto, nada, propus pagar no cartão. 

Depois de mais de meia hora de negociação, falando que cartão é pagamento à vista, que estava me discriminando, que era contra o código dos consumidores, que estava comprando toda a coleção, giro rápido do estoque, segurança de recebimento, etc, etc.
Consegui um desconto de 7% para pagar no cartão de crédito em uma única parcela.

Então, propus mais uma promoção.
A vendedora ficou curiosa em saber.

Expliquei. Você pode tirar os jacarezinhos das camisas e me vender com um desconto maior.

Ela perguntou-me: "O que faço com os jacarezinhos?"
Pede uma licença ao IBAMA e começa uma fazenda de procriação de jacarezinhos, para abate e venda.

Rapaz, aprendi pelo menos uns 5 novos palavrões, fora os outros 15 que ela me falou.

Realmente, não entendo como uma vendedora pode tratar assim, um bom cliente como eu, e ter um lindo repertório de palavras de baixo calão como o que ela declinou em meus ouvidos.

Eu, hein? Vai entender o ser humano .


FAIXA 4 - Hoje, pela manhã durante minha caminhada, comecei a sentir que não estava enxergando bem  as coisas começaram a ir se embaçando e e uma leve tonteira.

Encostei-me num poste, aí chegou uma pessoa e foi super atenciosa, querendo saber se tava tudo bem.

Juntaram mais uma 5 pessoas, inclusive um médico que também fazia sua caminhada matinal.

Perguntas, sobre o que eu sentia, pega pulso, tá normal. Cuidado pode ser um AVC (isso me cheirou a praga de uma bunduda com shortinho apertado).

Médico preocupado, fazendo mais perguntas

Falam, chama o SAMU. Senta ele no chão. Abaixa a cabeça dele. Tomou café ?

Aí me lembrei que tinha deixado meus óculos em casa e sempre que fico muito tempo sem ele, me dá isso.

Senti, um leve cascudo na cabeça, pensei que seria amarrado no poste e linchado.
Saiu cada um xingando mais do que o outro.

Eu hein? Só por um pequeno esquecimento, tanto barulho.

De cuidadosos a linchadores, é uma "questão" (olha a QUESTÃO AÍ, GENTE!) de segundos.

Vai entender o ser humano.


FAIXA 5 - Leio a placa escrita numa tampa de tambor: 

“Borraxeiro - 24 hora - E o número do telefone”.

Tava sem sono, ligo pra lá, devia ser umas 2 horas da madruga.

Chama, chama,chama, chama. Depois de cair a ligação umas 4 vezes, atenderam.
Uma voz cavernosa com som de travesseiro: Arô!!!

-É da borracharia?
-Sim
-O Zé Gominha ta aí?
-Tem ninguém cum esse nome não.
- Quem ta falando?
- Geraldão borracheiro.
-To com um baita problemão e precisando de seu serviço.
-Manda.
-Vc atende em domicilio?
- Seu pneu ta furado?
- Não, eu não uso pneu. É o pneu da bicicletinha do meu netinho, e se ele acordar amanhã e não poder andar de byke, vai ser o maior berreiro. O catarrento é chorão demais. O que vc pode fazer?
- Mandar o Sr. tomá no * ajuda?

Desliga o fone na minha fuça, pode? Cara mais grosso.

Cliente liga e ele trata desse jeito.

Eu, hein? Vai entender o ser humano.


FAIXA 6 - Vejo um baner num poste.
VENDO TROCO
CASA
FONE:XXXXXXXXX

Curioso e não aprendo. Ligo.
- Alô

- Exxxxcuta (caprichei no carioquêixxx), quanto de troco você tá vendendo ( se eu falasse vendenu, saberia que era mineiro).

- Que troco? Tô vendenu é uma casa.

- Mas, a faixa diz VENDO TROCO.

- Tá de sacanage comigo? É VENDO OU TROCO.

- É , mas não tinha o OU. Você é uma ANTA, é parente da Dilma?

- Fio duma égua, fio duma vaca, não tem o que fazer? Vai ... e por a coisa foi e desandou.

- Mermão tu tá exxxxtressado.

- Tóin, tóin,tóin, tóin.... Alô, alô, alô... Nossa desligou. Como ele pensa em fazer negócio atendendo assim os clientes.

Eu hein? Vai entender o ser humano.

FAIXA 7 - Como é difícil entender o ser humano.

Cartaz anuncia aulas de espanhol.

Professor NATIVO 100%, escreveu livros, adultos, crianças, especial para viagens, faça aula experimental e o número do telefone.

Ligo, esclareço as coisas de praxe, preço, tempo de duração da aula, como era o especial para viagens.

Curioso, ainda pergunto, quantos livros escreveu, que assunto, se foi em espanhol e se já foi traduzido, tiragem, preço e onde encontrar. Enquanto o assunto era de seu que o interesse foi super atencioso.

Mas, eu não aprendo a lidar com as pessoas, e cutuco caixa de marimbondo com graveto curto.

Perguntei, de que tribo indígena ele pertencia na Espanha, já que sou ignorante e não sabia que havia índios lá.

- Que tribo de índio? Eu? Na Espanha nunca teve índio.

Se nunca teve porque você disse ser nativo 100%?

Aí o cara já começou a se enfezar.

Lasquei mais uma. Bem , e para fazer a aula experimental, é somente uma ou pode ser uma semana de aula.

- Claro, que é somente uma e gratuita.

Combinei de fazer uma aula em domicilio para o dia seguinte às 9:30h , pela manhã.

O caldo entornou, quando informei que eu morava a 150 km de Belo Horizonte.

Recebi uma aula prática em espanhol de inúmeros palavrões. Só entendi "HIJO DE PERRA" e "HIJO DE UNA P..."

E toma telefone desligado na minha cara.

Absurdo, como clientes são destratados por gente temperamental. Deve ser o tal do sangue quente espanhol.

Acho, que ele deveria fazer um cartaz mais explicativo, assim ele evitaria telefonemas com tantas perguntas.

Continuo a não entender a natureza humana.


FAIXA 8 - Continuo a não entender o ser humano.

Estou a procura de um esporte para praticar , sendo assim, telefonei para mais uma indicação que li numa faixa dependurada em Belzonte.

Dessa vez foi aula de tênis em domicílio.

Ligo e esclareço a coisas de praxe, aula individual, grupo, criança, adulto, preço e condições, quantas aulas por semana, enfim fui fundo nas pesquisas e perguntas.

Como detalhes finais, perguntei se teriam raquetes e bolas para emprestar, rede, se precisaria de tênis especiais, pois achava o máximo como os jogadores deslizavam para pegar as bolas nas pontas das quadras. Se podia ser qualquer uniforme ou se tinha que ser de grife.

Tudo explicado e resolvido, trariam tudo que fosse necessário, raquetes, rede, bolas e que bastava eu ter um par de tênis e qualquer calção e camiseta de malha.

Insisti em querer saber, se o fato de eu ter jogado ping pong quando criança e tênis de mesa na adolescência, se isso me daria alguma ajuda.

O cara que me atendeu, já começou a se mostrar irritado, mas me respondeu. Claro que não. Uma coisa é diferente da outra.

Perguntei: Como assim?

Resposta : Tênis é uma coisa e o resto é o resto.

Bem, fiz uma última pergunta, e depois de explicar que no meu prédio não tinha quadra.

Informei que meu apartamento tinha uma área exclusiva, e que media 3 x 3 m, e se ele poderia trazer uma rede pequena e um rolo de piso gramado sintético. 

Resposta: !@@##%#%¨&*%()*_+^>

Sujeitinho nervoso e indelicado. Tratar um possível cliente dessa maneira.

Eu, hein? Vai entender o ser humano !!!

FAIXA 9Coisas que eu não entendo no ser humano

Vi uma faixa anunciando aulas de natação em domicílio, para crianças, adultos, individuais ou grupos. 

Anotei o número do telefone. Liguei e fiz uma série de perguntas, que levou cerca de 20 minutos para que eu tivesse as respostas que precisava, para tomar uma decisão.

Quando informei que não tinha piscina em casa, e se ela levaria uma piscina de lona para dar as aulas, recebi um show de palavrões, to com as “zoreias” entupida de tanta porcaria que ouvi.

Aliás, o repertório dela era de primeiríssima.

Ainda não entendi o porque de tanta raiva com um possível cliente.

Eu, hein? Vai entender o ser humano

CLARO, QUE ESSAS LIGAÇÕES SÃO UMA BRINCADEIRA, FICTÍCIAS. QUE DA VONTADE DE LIGAR PARA ESSAS PESSOAS E PROVOCAR ESSAS SITUAÇÕES, ISSO DA.
UM DIA, CRIO CORAGEM E CARA DE PAU.

Striptease surpresa

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Vídeo: Internet

A grande partida de xadrez com a solidão - Jan Pinkara - Pixar

Gosto muito desse vídeo, pelas suas mensagens, qualidade do desenho. Vale a pena assistir. Criativo, genial.


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Vídeo: Internet

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Alma de Poeta - Márcia Christina Lio Magalhães




É alma de poeta
Que vaga até cemitério...
Vê luz onde só tem treva
Intriga, desperta mistério...

Bebe a cicuta da vida
Morre
Também ressuscita,
Golpeia, sorri, espreguiça...

Anda sem eira nem beira
Questiona, interroga, palpita
Responde, escreve, incendeia
Enrola, demora, explica...

Alma de poeta é assim,
É raio que assusta a gente
Faz cara de poucos amigos
Sutil, se faz inocente...

Tem gente que acredita em crendice
Que poeta é ser de outro mundo
Que em noite de lua cheia
Vagueia nas ruas do mundo...

Mió num averiguar...
Fazer poesia é complexo
Deixa o poeta falar...
Riscar de alegria o universo!

Do livro A Pele Que Habito - da "brima" Márcia C. Lio Magalhães

Poeta nasce Poeta - Elô Araújo - BLOG SALTO 15 VERMELHO



Certo dia entre um verso e outro
alguém me perguntou:
Como surge um poeta?
E eu, com um sorriso débil respondi:
Poeta nasce poeta!
Se assim não o fosse,
não seria poeta!
Poeta não se fabrica,
Sua faculdade é a vida
seus companheiros são os pássaros,
a brisa, o  vento, as nuvens que chegam a ser de algodão...
O amor, a solidão, o beijo roubado ainda na adolescência,
A face ruborizada, o brilho febril do olhar enamorado.
Poeta simplesmente nasce poeta!
O poeta sorri à toa
Não é necessário um fato extraordinário
para inspirá-lo.
Não, o poeta é inspirado do nascer ao pôr do sol
Por vezes, nem precisa ter sol
Basta ameaçar chuva, que lá está ele divagando,
divagando, divagando...
Entre gotas d´água, arco-íris, relâmpagos e trovões
Ele visualiza potes de ouro e lugares encantado
Ah, o poeta!
O poeta não tem sexo, nem ideologia,,,
Têm inúmeras ideologias e ergue bandeias com paixão
Ser mortal que se imortaliza em versos
Não precisa de rimas, apenas de sonhos
Poeta,  louco e doidivano
Chora e faz chorar, sus-pi-rar...
Vibra emocionado ao concluir um soneto
Orgulha-se ao exibir um cordel
Extasia-se ao tocar as almas com sua poesia
que sem pretensão transborda do mais profundo
do seu ser...
Embriaga-se com as palavras que escorrem pela boca
e encharcam a pele e a mente
Sim, o poeta  não apenas surge,
Poeta nasce sonhando
Poeta nasce poeta!!!

Elô Araújo

domingo, 10 de agosto de 2014

A Rua dos Cataventos - Mario Quintana

Mario Quintana - Blog João do Rio
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dicas de livros para tentar conhecer o Brasil

Antonio Candido de Mello e Souza - nasceu em 24 de julho de 1918, no Rio de Janeiro


Sugestões de Antonio Candido (dica enviada pelo amigo Adenir Balmant, mineiro radicado no Rio de Janeiro)

O povo brasileiro (1995), de Darcy Ribeiro

 Raízes do Brasil (1936), de Sérgio Buarque de Holanda

História dos índios do Brasil (1992), organizada por Manuela Carneiro da Cunha

O abolicionismo (1883), de Joaquim Nabuco

Ser escravo no Brasil (1982),  Kátia de Queirós Mattoso

A escravidão africana no Brasil (1949), de Maurício Goulart

A integração do negro na sociedade de classes (1964), de Florestan Fernandes

Casa grande e senzala (1933), de Gilberto Freyre.

Formação do Brasil contemporâneo, Colônia (1942), de Caio Prado Júnior

D. João VI no Brasil (1909) e O movimento da Independência (1922), Oliveira Lima

A América Latina, Males de origem (1905), de Manuel Bonfim

Um estadista do Império(1897), Joaquim Nabuco

 Do Império à República(1972), de Sérgio Buarque de Holanda, volume que faz parte da História geral da civilização brasileira

Os sertões (1902), Euclides da Cunha 

Coronelismo, enxada e voto (1949), de Vitor Nunes Leal

A revolução burguesa no Brasil (1974), Florestan Fernandes

A aculturação dos alemães no Brasil (1946), de Emílio Willems

Italianos no Brasil (1959), de Franco Cenni

Do outro lado do Atlântico (1989), de Ângelo Trento


Minhas dicas para tentar entender o Brasil, do descobrimento aos tempos atuais. A lista não está em ordem cronológica dos fatos históricos.

Todos os livros abaixo foram lidos por mim.

  • 1808, 1822 e 1889 - Laurentino Gomes
  • A Viagem do Descobrimento - Eduardo Bueno
  • A Coroa, a Cruz e a Espada - Eduardo Bueno
  • Capitães do Brasil - Eduardo Bueno
  • Náufragos,Traficantes e Deserdados - Eduardo Bueno
  • A Ditadura Derrotada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Encurralada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Envergonhada - Elio Gaspari
  • A Ditadura Escancarada - Elio Gaspari
  • A incrível e fascinante história do Capitão Mouro - Georges Bourdoukan
  • Anarquistas Graças a Deus - Zélia Gattai
  • As Noites das Grandes Fogueiras - Uma História da Coluna Prestes
  • Boa Ventura - A Corrida do Ouro no Brasil - 1697 - 1810 - Lucas Figueiredo
  • O Império é Você  - Javier Moro
  • Febeapá - Festival de Besteiras que Assola o País vol. 1,2 e 3 - Stanislaw Ponte Preta - Sérgio Porto
  • Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva
  • Folclore Político Brasileiro - vol. 1,2,3 e 4 - Sebastião Nery
  • Genocídio Americano - A Guerra do Paraguai - Júlio José Chiavenatto
  • Getúlio Vargas - Diário vol. 1 e 2 - FGV
  • Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e Guia Politicamente Incorreto da América Latina - Leandro Narloch
  • História de Minas Gerais 1 - As Minas Setecentistas - Org. Maria Efigênia Lage de Resende - Luiz Carlos Villalta
  • Mauá - Empresário do Império - Jorge Caldeira
  • Memórias do Cárcere - vol 1 e 2 - Graciliano Ramos
  • O Pasquim - Antologia vol. 1 e 2, Ziraldo no Pasquim
  • Olga, Corações Sujos, Chatô - O Rei do Brasil - Fernando Morais
  • Um Defeito de Cor - Ana Maria Gonçalves
  • Os sertões - Euclides da Cunha

A seleção sugerida por Antonio Candido, foi extraída de artigo Publicado na edição 41 da Revista Teoria e Debate, em 30/09/2000.

Antonio Candido é sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor.